Exposição Retrospectiva de Jesús Rafael Soto

Exposição Retrospectiva

Jesús Rafael Soto

Organização:
Galerie Nacionale du Jeu de Paume

Realização:
Secretaria de Estado da Cultura

Local:Casa Andrade Muricy

 
Apresentação
 

A exposição organizada pela Galerie Nacionale du Jeu de Paume, Paris, apresenta 87 obras de Jesús Soto, pertencentes a museus, galerias de arte, instituições governamentais e colecionadores da Venezuela, Peru, Espanha e França. A mostra, itinerante, foi mostrada em Paris e no Museu de Arte Contemporânea / USP em 1997 e, em 1998, no Museu de Arte Moderna de Salvador, no MNBA de Buenos Aires e, encerrando a itinerância, na Casa Andrade Muricy, Curitiba. Nesta cidade, o público, além de apreciar a obra de Soto, poderá conhecer o renomado artista, que deverá estar presente à abertura da mostra trazida pela Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Estado do Paraná.

Jesús Rafael Soto, artista venezuelano, nascido no ano de 1923, em Ciudad Bolivar, é hoje o mais importante remanescente do grupo de artistas estrangeiros reunidos em Paris, que abraçaram a arte cinética, como o húngaro Vasarely, o israelense Yacoov Agam, o argentino Tomasello, o americano Calder e o suíço Tinguely, nomes de grande prestígio no meio artístico internacional. Soto considera-se influenciado por Mondrian e por Malevitch, seu artista predileto.

O artista vive em Paris desde 1950, época em que esse instigante movimento dava seus primeiros passos, no sentido de dar corpo às experiências de luz, cor e movimento iniciadas em alguns ateliers parisienses de então.

Muitas das obras presentes na exposição de Curitiba podem ser consideradas peças históricas, pois fizeram parte das primeiras apresentações de arte cinética no mundo, muitas delas adquiridas por colecionadores ou para o acervo de museus, que agora a emprestaram ao museu Jeu de Paume para a montagem desta importante retrospectiva.

Envolvido no mais seletivo ambiente artístico internacional, Soto foi considerado a atração maior da 22ª Bienal de São Paulo, ocasião em que participa com o impactante "penetrável", obra ambiental construída com milhares de fios suspensos em meio aos quais, como em um universo lúdico, o visitante entra e participa. Na edição seguinte, apresenta, entre outras peças tridimensionais, uma grande escultura moldada por filamentos de náilon pintados, de tal maneira que lembravam uma esfera flutuante, de indiscritível magia e leveza. Nela, os vazios não pareciam vazios, os movimentos só existiam para os olhos e as vibrações sensibilizavam os sentidos do espectador que a contornava. Era algo parecido com a simulação de uma realidade virtual. Soto acredita ser função do artista encontrar maneiras de transmitir a todos essa mágica realidade.

Apaixonado pela música que, em Paris, ele praticou profissionalmente quando lhe faltaram recursos, ao término da bolsa do governo venezuelano, o artista procurou adaptar as regras de composição musical ao universo visual. Aprofundando-se nesse campo, realizou suas primeiras criações vibratórias em 1960.

Ao se utilizar de materiais facilmente encontrados em nosso cotidiano como fios de náilon, hastes metálicas e peças de madeira, ao lado de placas de produtos sintéticos, o artista os transforma em obras de arte que, não obstante a sutileza e o refinamento de sua concepção construtiva são fácil e prazerosamente assimilados pelo grande público espectador.

Na leitura de sua obra, é possível avaliar a medida exata de um artista que foi considerado o chefe do movimento cinético e cuja obra, muito diversificada conjuga, na verdade, complexidade mental e presença física imediata e objetiva.

As primeiras obras de caráter serial de Soto são uma lição de vigor, procurando fundir a linguagem abstrata geométrica com os códigos matemáticos que as justificam. Suas pesquisas de 1954/1955 se anteciparam às de outros artistas e intelectuais da época no tocante ao questionamento da arte construtiva.

As pesquisas plásticas de 1960 e 1970 de Soto levam, gradualmente aos penetráveis, obras de grande repercussão no meio artístico mundial. Os quadrados e círculos virtuais dos anos 80 são mostrados pela primeira vez nesta mostra organizada pelo Jeu de Paume, prefigurando, em sua imaterialidade o universo virtual, que parece ser a marca do nosso próximo milênio.

Depois de Curitiba, as obras que participam da exposição de Jesús Soto deverão retornar aos respectivos proprietários que, generosamente, os cederam para a montagem desta importante retrospectiva itinerante.

Ennio Marques Ferreira
Diretor da Casa Andrade Muricy

Cronologia

1923 Jesús Rafael Solo nasce em 5 de junho, em Ciudad Bolivar, Venezuela, antiga cidade colonial às margens do Orenoco. Filho mais velho de Enma Soto e de Luís Garcia Parra; violinista amador. Aos 12 anos aprende a tocar violão. Com 16 anos começa a pintar cartazes para os cinemas da cidade, sendo encorajado a seguir a carreira artística.
1942 Recebe bolsa para estudar na Escola de Belas Artes de Caracas
1943 a 1949 Soto expõe, todos os anos, no Salão de Arte Venezuelana, Caracas.
Sua pintura é influenciada por Cézanne.
1947 Termina seus estudos, obtendo diploma de professor, sendo nomeado diretor da Escola de Belas Artes de Maracaibo. Pela primeira vez ouve falar do "Carré Blanc sur Fond Blanc" de Malevitch.
1949 Em sua primeira mostra no Taller Libre de Arte de Caracas apresenta 14 pinturas e alguns desenhos.
1950 Recebendo bolsa do governo, com duração de 6 meses, embarca para Paris em 16 de setembro no porto de La Guayra encontrando-se com alguns antigos colegas venezuelanos que se reúnem em volta de Aimée Battistine, que os guia em sua descoberta da arte moderna.
1951 Na primavera viaja para a Holanda onde fica impressionado com a obra "Vue de Delft" de Vermeer. Em junho, expõe no 6º Salon des Realitées Nouvelles, 4 Busquedas Dinamicas e uma 5ª obra "Problema", que associam a curva à linguagem do neoclassicismo. Finda a sua bolsa começa a tocar guitarra em cabarés, com algum êxito. No inverno realiza suas primeiras obras baseadas na repetição e progressão.
1952 Exposição na Galerie Suzanne Michel, mostrando a obra "Répétition Optique n° 2".
1ª Muestra Internacional de Arte Abstrata, em Caracas.
1953 No Salon des Realitées Nouvelles, mostra um conjunto de cinco pinturas seriais.
1954 No Salon de Mai, expõe obra aplicando o princípio de superposição de tramas geométricas sobre superfície transparente de plexiglass.
1955 Na Galerie Denise René, tem lugar a exposição "Le Mouvement" onde apresenta relevos em plexiglass, dentre as quais "Métamorphose", 1954, "Déplacement d' un Element Lumineux", 1954, "Cubes Suggerés", 1955 e "Métamorphose dun Cube". Nesta polêmica exposição da qual participaram Calder, Duchamp, Tinguely e Vasarely, foi lançado o "Manifest Jaune", assim chamado devido à cor do papel, contendo textos de Vasarely e outros.
1956 Primeira individual em Paris na Galerie Denise René, apresentando sobre fundo de papel preto um conjunto de onze "Estructures Cinétiques" em plexiglass.
1957 As "Pintures Cinétiques" de Soto são expostas no Palácio de Belas Artes de Bruxelas.
Em 30 de junho a exposição "Soto Estructures Cinéticas" abre suas portas no Museo de Bellas Artes de Caracas, obtendo imenso êxito.
O arquiteto Carlos Raúl Villanueva instala no campus da Universidade de Caracas uma estructure cinétique, uma das construções tridimensionais executadas pelo artista na Venezuela.
1958 Soto deixa o plexiglass, passando a se utilizar de estruturas metálicas suspensas sobre fundo opaco entremeado de finos filamentos. É desse ano a obra "Premier Carré Vibrant". Executa dois monumentos "Mures Cinétiques" para o pavihão da Venezuela na Exposição Internacional de Bruxelas.
1959 Participa de uma exposição organizada por Bury, Tinguely e outros, com membros do grupo Zero (fundado em 1957 em Dusseldorf por Otto Piene
e Heinz Mack). É a primeira manifestação concreta da aproximação que se opera, nessa época, das várias tendências de vanguarda européia.
1960 Recebe o Prêmio Nacional de Pintura da Venezuela com a obra "Vibrations Blanche". Nessa ocasião comunica ao Diretor do Museo
de Bellas Artes de Caracas a sua intenção de criar em Ciudad Bolivar um museu de arte moderna, cujo o acervo seria formado pela coleção que o artista começa a reunir com o auxílio de seus amigos.
Inicia a execução da série "Lenõs Viejos", colagem de madeira e metal.
1961 Participa de importante mostra internacional de arte cinética em Amsterdã, juntamente com 72 artistas selecionados. É de sua autoria uma das obras mais espetaculares da exposição, um mural de grandes dimensões formado de 3 painéis com materiais heterogêneos sobre fundo raiado. Segunda exposição de Soto no Museo de Bellas Artes de Caracas, apresentando um grupo de 17 "Vibrations".
1962 Primeira individual na Galerie Edouard Soeb, Paris, apresentando um importante conjunto de obras matieristes, baseado em pesquisas iniciadas em 1958/59.
Angel Hurtado realiza um filme documentário sobre o processo
criativo de Soto.
1963 Participa da coletiva "Zero-der Neue Idealismus" na galeria Diogenes em
Berlim.
Coletiva "Structures Vivante" com Bury e Takis na Galeria Diderot, Paris.
1964 Participa da Bienal de Veneza com 19 trabalhos.
São realizadas na Europa diversas manifestações ligadas ao grupo Zero, do qual Soto participa.
Coletiva "Mouvement II" na Galerie Denise René, Paris.
1965 Primeira individual na Kootz Gallery, Nova York. Nesta cidade Soto vê pela primeira vez o "Carré Blanc sur Fond Blanc", de Malevitch no MOMA que o impressiona vivamente.
Inicia novos ciclos de obras, os "Carré Vibrants", as "Vibrations Horizontales", cascatas de linhas suspensas por fios de náilon e, derivando destas, as "Colonnes Vibrantes".
Participa com 24 obras de várias épocas, da exposição "Licht
und Bewegung" em Berna.

Retrospectiva na Signal Gallery, Londres com mais de 50 obras.
1966 Na 33ª Bienal de Veneza, recobre as paredes do pavilhão da Venezuela com uma cortina de finas hastes metálicas que ele chama de "Mur Panoramique Vibrant" que representa uma etapa decisiva na invenção dos "penetráveis".
 
1967 Na individual realizada na Galerie de Denise René, Paris, Soto constrói o seu primeiro verdadeiro penetrável, usando finos tubos de plástico, pendentes do forro ao piso da galeria, no meio dos quais os visitantes são convidados a andar livremente. Esse penetrável foi logo considerado uma de suas maiores invenções.
Ainda nesse ano participa da coletiva "Lumiére et Mouvement" organizada por Frank Papper na MAM de Paris. Apresenta ali o "Grand Mur Vibrant" de aprimadamente 9 metros de comprimento.
Instala seu primeiro "Volume Suspendu" no pavilhão da Venezuela na Exposição Internacional de Montreal.
1968 Kunsthalle de Berna inaugura a mais importante mostra retrospectiva da
obra de Soto desde aquela realizada em Caracas em 1957. Em seguida inicia uma longa itinerância percorrendo Hannover, Dusseldorf e, em 1969, Amsterdã, Bruxelas e, finalmente, Paris.
A pedido da Prefeitura Soto realiza uma polêmica obra para a praça Furstenberg, em Paris.
1969 Para a etapa de sua retrospectiva em Amsterdã, Soto cria uma "Saturation Mouvant" com motores e lua elétrica inspirada na instalação
da praça Furstenberg.
Instala um "Mur Cinétique' na sede da Unesco, uma "Progression", um "Mur Vibrant" e um "Volume Cinétique" no Centro Capriles, de Caracas.
A etapa parisiense da retrospectiva de Soto, mostra mais que a dobro das obras apresentadas em Amsterdã. Um penetrável de 400 m² contribui decisivamente para o êxito da exposição. Para a jornalista Christiane du Parc, foi a mais importante obra contemporânea vista naquele ano em Paris.
Em 25 de outubro inaugura sua terceira individual em Nova York com 75 obras, incluindo três penetráveis que se constituem na principal atração.
Um decreto executivo municipal cria em 27 de outubro o Museo de Arte Moderna Jesús Soto, em Ciudad Bolivar, que entretanto só será inaugurado em 1973.
1970 Exposição na Galerie Bonnier de Genebra.
Exposição no Kuns Tverein de Mannheim, Alemanha.
Na exposição da Galerie Denise René, constrói seu primeiro penetrável sonoro.
Realiza um ambiental de 18 metros de largura para o pavilhão francês na Exposição Universal de Osaka.
1971 Realiza uma obra externa monumental, para o Instituto de Investigaciones Científicas de Caracas e um grande penetrável, também externo para um colecionador venezuelano.
Uma das primeiras obras da série dos "T" (T amarelo) é exposta em Caracas em uma importante retrospectiva no Museo de Bellas Artes.
1972 A retrospectiva de Soto se desloca de Caracas a Bogotá sendo inaugurada pelo Presidente da Colômbia.
Para a exposição "12 Anos de Arte Cantemporânea na França", Soto instala um novo penetrável.
1973 Instala seu penetrável sonoro na exposição "Le Mouvement' em Dijon.
A primeira etapa do Museo de Arte Moderno Jesús Soto é inaugurada na cidade natal do artista em 25 de agosto pelo Presidente Rafael Caldera.
Os trabalhos monumentais se sucedem. Soto termina neste ano, uma grande "Écriture" para o Banco Central da Venezuela.
1974 Para a abertura do Museo de Arte Contemporânea de Caracas, Soto realiza várias integrações arquitetônicas (Progressión Caracas I e Il; Mural B.I.V.) e doa dois murais mais antigos (Mural Amsterdã, 1964 e Vibrante Signals, 1965).
Em Nova York, o Museu Guggenheim consagra a Soto uma vasta retrospectiva composta de 80 obras representativas de todas as fases do artista que será levada, no ano seguinte, a Amsterdã e Washington.
Quase simultaneamente, Denise René apresenta em sua galeria de Nova York uma exposição de obras recentes.
Realiza um "Mur Cinétique" monumental para o OIT em Genebra.
1975 No início do ano termina a instalação dos ambientais no "hall" da
Regie Renault e no restaurante da empresa em Boulogne-Billancour.
1976 O Museo de Arte Moderna Jesús Soto, de Ciudad Bolivar abre nove novas salas. A coleção conta então com 350 obras de 130 artistas de todas
as nacionalidades.
1977 Volume Virtuel Suspendu" da Royal Bank of Canada, em Toronto, marca uma nova fase na arte ambiental de Soto. A obra inspirará ao artista várias outras realizações, como as de 1979, no Centro Banaven de Caracas e no Centro George Pompidou, em Paris.
1978 Desenha os cenários do balé Genesis apresentado em Toronto por Alicia Alonso, com música de Luigi Nono.
Abre uma exposição no Louisiana Museum, próximo de Copenhagem onde mostra importantes ciclos de "Écriture", de "Vibrations" e de "Carré Vibrants", com tramas cada vez mais densas.
1979 Apresenta suas últimas obras no Museu Nacional de Arte Moderna, Centro George Pompidou, Paris: séries de "Écriture", de "T", de "Courbes Imaterielles" e os primeiros "Grand Carré" e "Orthogonaux", onde as tramas dos quadrados ocultam quase completamente o fundo no qual são fixadas.
Cria outras obras integradas com a Arquitetura em Caracas e em Dortmund.
1980 Na individual da Galerie Denise René, Soto mostra obras onde se opõe, na mesma composição, tramas de T e de quadrados.
Realiza, também, no fim deste ano, obras de um gênero novo, onde quadrados de tamanhos diversos revestidos de cores vivas, são distribuídos nos fundos raiados, rompendo com a ordem habitual das tramas.
1981 Participa da célebre exposição "Paris/Paris Criation en France 1937/57"
no Centro George Pompidou, com três obras: "Métamorphoses", 1954, "Cubes Suggérés", 1955 e "Spirale", 1955.
1982 Em Madri realiza retrospectiva com mais de 150 obras no Palácio de Velásquez. Mostra 15 das últimas "Ambivalences".
Instala em Puerto La Cruz, Venezuela, um monumental "Progression Suspendu Jaune e Blanche".
1983 A restrospectiva "Soto, 40 Anos de Criación" abre suas portas no Museo de Arte Contemporarea de Caracas com 136 obras de todas as épocas, inclusive da primeira fase figurativa. Um dos atrativos da exposição é o imponente "Sphère Virtuelle Jaune" suspensa na espaço, parecendo flutuar.
1984 Continua a série das "Ambivalences" com um conjunto de obras intituladas, em homenagem a Mondrian, "Ambivalences New York".
1985 Inaugura uma retrospectiva com cerca de 150 obras, de 1950 até os trabathos mais recentes, na Center for Fine Arts em Miami.
Instala uma nova "Sphère Virtuelle" na sede do banco japonês Lara, em Caracas.
1986 O Contemporany Sculpture Center de Tokio organiza a primeira individual de Soto no Japão apresentando 15 obras recentes.
A Sociétè des Amies du Musée Nationale d'Art Moderne encomenda a Soto, para o 10° aniversário do Centro George Pompidou, uma escultura monumental, "Volume Virtuel" que será instalada em 1987.
1987 A Galeria Gilbert Brownstone em Paris, inaugura seu novo espaço com uma individual de Soto.
1988 Soto instala várias obras monumentais em Caracas e Paris.
Executa a "Grande Sphère de Seul" por ocasião dos Jogos Olímpicos organizados pela Coréia do Sul.
Em outubro, a Hyundai Galery de Seul abre a primeira individual de Soto na Coréia, com um conjunto de obras dos dez últimos
anos.
1989 Participa da exposição inaugural da Fondation pour l'Art Concret em Reutlingen.
Entre este ano e 1990 realiza uma importante série de obras com a utilização contrastada do branco e do negro em franca oposição.
1990 Numerosas exposições individuais são organizadas em Nice, Madri e Barcelona; a mais importante realiza-se em Bottrop, que suscita críticas
bastante favoráveis.
Uma retrospectiva percorre diferentes museus no Japão.
Soto é o primeiro artista plástico a receber a Medalha Picasso da Unesco.
1991 A Humphrey Gallery, de Nova York, dedica uma exposição a Soto onde ele apresenta, entre outras obras, "Sphère Virtuelle Rougé".
1992 Inaugura a exposição "L'Art en Mouvement" na Fondation Maeght en Saint-Paul-de-Vence, um monumental "Cube de Provence" e um penetrável de náilon amarelo são instalados no jardim.
Representa a Venezuela na Exposição Universal de Sevilha, Espanha, com "Demi-Sphère Jaune et Verte".
Participa da exposição Art d'Amerique Latine 1911/1968 organizada no Centro George Pompidou.
1993 Por ocasião da comemoração do 20° aniversário do Museo de Arte Moderna Jesús Soto, recebe o título de Comendador da Ordem das Artes e Letras.
1994 Instala um penetrável sonoro no "Cyclop" em Milly-la-Forêt, obra coletiva,
projeto de Tinguely.
Na Galeria de Arte Nacional, de Caracas inaugura a exposição "Otero, Soto, Cruz-Diez: Tres Maestros de Abstracionismo en Venezuela e su Projección Internacional".
Instala seu "Cube de France" na embaixada da França em Caracas.
1995 "Wellcoming Flag", uma das integrações arquitetônicas mais espetaculares de Soto foi instalada nas paredes da Torre Phoenix, que marca uma das entradas da cidade de Osaka, no Japão.
O "Volume Virtuel Air France" é instalado na sede social da empresa aérea em Roissy. É a finalização de um projeto iniciado no final das anos 80.
Recebe o Grand Prix National d'Esculpture das mãos do Ministro da Cultura da França, durante uma cerimônia no Théâtre du Rond-Point, em Paris.
1996 Por ocasião da Exposição de Escultura ao Ar Livre "Les Champs de la Esculpture", a obra monumental de Soto intitulada "Sphère Lutetia" foi temporariamente instalada no Champs-Elysées em Paris.
1997 Em janeiro é inaugurada na Galerie Nationale du Jeu de Paume a primeira Grande retrospectiva da obra de Soto organizada em Paris desde 1969.
   

Obras

Sphère Concorde, 1996.
257 x 184 x 184 cm
Coleção do artista

Anello con tiges, 1972.
178 x 173 x 50 cm
Coleção Patricia Phelps de Cisneros, Caracas

 
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